esquisitos…
Somos todos esquisitos, aqui no mau sentido: cheios de manias e bloqueios, face ao que gostamos e não gostamos, queremos e não queremos, desejamos e não desejamos. O que nos pode salvar é não querermos permanecer assim…
Somos todos esquisitos, aqui no mau sentido: cheios de manias e bloqueios, face ao que gostamos e não gostamos, queremos e não queremos, desejamos e não desejamos. O que nos pode salvar é não querermos permanecer assim…
Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Jo 14, 1-12
«Eu sou o caminho, a verdade e a vida»
Jesus apresenta-se como caminho, verdade e vida. Cada um de nós, na sua existência e nas suas interrogações mais interiores procura, afinal, um caminho, uma verdade, uma vida. Jesus é em Si próprio, esta estrada. Não é solução rápida e pré-fabricada, não é verdade matemática e meramente racional, não é elixir de vida. Jesus é caminho. Jesus é processo. O que nos acontece, numa espécie de via de teologia negativa, é que seguimos, inúmeras vezes, outros caminhos, outras verdades e outras vidas. E não é nenhuma moral mas a própria vida e os impactos (des)consolantes, que nos acordam e nos lançam no respirar existencial dos recomeços, isto é, das nossas páscoas…
Este texto repete em parte ou no todo palavras já escritas noutro contexto
L 1 At 6, 1-7; Sl 33 (34), 1-2. 4-5. 18-19
L 2 1Pd 2, 4-9
Ev Jo 14, 1-12
Agradeço o tempo, o espaço e neles a transcendência que habito. Agradeço também o tempo, o espaço e a transcendência que habitam em mim…
Em tempos julguei que era mais seguro como professor do que como pai. Com os filhos mais crescidos, pensei que, afinal, me sentia mais seguro como pai do que como professor. Hoje, embora mais experiente e lúcido sobre mim mesmo, acho-me inseguro em tudo, mas mais capaz de gerar qualquer coisa a partir desta verdade insegura, do que sou e do que faço…
Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Jo 10, 1-10
«Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância»
A liturgia enfatiza Jesus como Mestre e guia, como o (Bom) Pastor do rebanho, que somos nós. Contrariando alguns vestígios desinteressantes na catolicidade de erratismo no amor de Deus, aqui se evidencia que Deus, é só e só mesmo um Deus de vida. Ele quer que tenhamos vida. Não uma vida qualquer, não “uma vida e pronto!” mas uma vida de abundância. A vida de abundância representa também a vitória sobre a morte, experimentada pelo próprio Jesus. A nossa vida tem um potencial de espelhar a abundância que Jesus quer para nós. Pode ser um excelente programa de vida fazer do tempo, do espaço e dos nossos gestos escritos em cada segundo e em cada metro quadrado, sinais da abundância amorosa para com todos.
Pode ser mais difícil ver ou experimentar esta abundância nos tempos que vivemos. Mas notemos, por exemplo, a abundância de valor da vida que se respira, com a atenção aos mais frágeis, colocados em primeiro lugar, antes de muitos outros interesses? Há ainda a abundânica da natureza: das sementeiras, do mar, da floresta, da cor da natureza. A abundância de vida é um franco e óbvio sinal da abundância de Deus…
Este texto repete em parte ou na totalidade palavras já editadas anteriormente.
L 1 At 2, 14a. 36-41; Sl 22 (23), 1-3a. 3b-4. 5. 6
L 2 1Pd 2, 20b-25
Ev Jo 10, 1-10
O sociólogo francês Bastide diz bem sobre a religião: ela não morre, desloca se…
A presença de Jesus nos evangelhos incorpora mas supera a visão, a ação e o comer. Por isso, para aqueles que acreditam e vivem uma relação com Ele, é transcendente.
Com Jesus de Nazaré deu-se, melhor, está a dar-se, o que poderíamos chamar uma antropologização das escrituras. As profecias anunciadas (dar a vista aos cegos…) realizam-se. O Livro importa mas é na medida de Alguém que se reabre: na vida de Cristo… e na nossa vida.
Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Lc 24, 13-35
Os discípulos de Emaús somos nós, caminhantes em descoberta, ao lado da paradoxal companhia, óbviamente (in)discreta… A Páscoa é sinal de passagem e de transformação de vida, como quando uma lagarta vira borboleta e trata de colorir o mundo. Isso fervilha o coração. Assim “borboletemos” nós…
Este texto é adaptado em parte ou na totalidade de palavras anteriores já publicadas
L 1 At 2, 14. 22-33; Sl 15 (16), 1-2a e 5. 7-8. 9-10. 11
L 2 1Pd 1, 17-21
Ev Lc 24, 13-35
Se eu dei um sim e não consegui concretizar esse sim é possível que o sim não tivesse sido sim… que o problema estivesse estado no sim (que era não…) e não na minha preguiça ou nas minhas incapacidades…