Morte fugida
A morte
Foi buscada
No sepulcro
Mas fugiu.
Não estava lá.
Mudou de lugar.
Vasculhei a morte.
Dentro e fora de mim.
Recebi notícias.
A vida andava lá fora.
A morte estava dentro de mim
A morte fugira para ser vida
Borboleta eterna…
A morte
Foi buscada
No sepulcro
Mas fugiu.
Não estava lá.
Mudou de lugar.
Vasculhei a morte.
Dentro e fora de mim.
Recebi notícias.
A vida andava lá fora.
A morte estava dentro de mim
A morte fugira para ser vida
Borboleta eterna…
Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Slm 94
«se hoje ouvirdes a voz do Senhor não fecheis os vossos corações»
O pecado (o ‘tiro’ menos certeiro) inqiueta-nos. O afastamento do amor não nos traz paz ao coração. As palavras do salmo apelam à abertura dos nossos corações, ao rasgar de espaços interiores para ao amor de Deus. Santo Agostinho exprime de forma belíssima o confronto entre a sede de infinito e a abertura a Deus. Diz ele: “Tu, Deus, fizeste o meu coração para Ti e o meu coração não terá paz se não repousar em ti”. Confrontados com os nossos limites, com os limites dos outros, com os limites do mundo, valerá a pena repousar a nossa inquietude em Deus…
NOTA: Este texto repete em parte ou no todo palavras já escritas neste blog, noutro contexto.
L 1 Ez 33, 7-9; Sl 94 (95), 1-2. 6-7. 8-9
L 2 Rm 13, 8-10
Ev Mt 18, 15-20
Sou mestre em ‘opinação’ (e um tanto abusador de tal praxis). A meu favor, e sem baixar a fasquia dum esforço necessário por falar menos e ouvir mais, a opinião não tem que representar, para quem a recebe, uma vinculação. Ganhe sempre a liberdade…
Os paradigmas de ensino-aprendizagem contextualizantes são incontornáveis, mas podem desprivilegiar conceitos e bases fundamentais. Se só conceptualizar é esqueleto sem corpo, só contextualizar é alforreca sem estrutura, sem sustentação, sem futuro…
Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Slm 62
Encontramos no Salmo uma imagem muito real de nós próprios: “terra árida, sequiosa, sem água”. É uma descrição daquilo a que chamamos, também, desejo. O nosso coração tem uma sede eterna do eterno e esse desejo e essa carência move-nos e comove-nos, na fé e na vida. Quando as nossas apostas se dirigem ao provisório, ao precário, ao passageiro, a terra é regada mas logo seca com o Sol árido da própria vida. É a secura que se torna constante. Há que procurar, pois, para esta terra sedenta que somos, uma fonte, uma fonte de água viva. Para os cristãos, é Cristo esta nascente contínua, que nos rega a cada instante, que nos mata a secura, que nos torna carentes-desejantes-saciados, agora e para sempre. A água, convém notar, não elimina a sede: sacia mas permite a sede que vem. A fonte, essa sim, é a garantia da água abundante…
NOTA: Este texto repete em parte ou no todo palavras já escritas neste blog, noutro contexto.
L 1 Jr 20, 7-9; Sl 62 (63), 2. 3-4. 5-6. 8-9
L 2 Rm 12, 1-2
Ev Mt 16, 21-27
Se me perguntassem para eu responder com poucas palavras à pergunta “para que entras numa igreja”, eu só conseguia responder com dois verbos: para abrir e para sair.
Recomeçar é um pulsar muito proprio do cristianismo mas é radicalmente insuficiente fazer mais do mesmo e, principalmente, insistir nos mesmos equívocos. Recomeçar é um apelo criativo e de mudança.
No contexto religioso, Maria é apontada como a senhora do sim (à realidade oferecida…). Mas, como sabemos, a vida pede, também, nãos… Nãos que são ‘sim’ a outras coisas importantes, como descanso, qualidade de vida, requalificação de outros serviços já com compromisso, ‘sim’ a outros amores… Como se jogam sim e não na minha vida?
Na liturgia católica romana deste fim de semana escuta-se Mt 16, 13-20
Há uma pergunta muito central no cristianismo, que nos visita em espiral, sempre com aprofundamentos renovados: quem é Jesus, o Cristo, para mim? Embora a fé vivida na Igreja sublinhe o “nós necessário”, o caminho conjunto (a Igreja pode ajudar-me a que eu “me livre de mim mesmo”, concentricamente…), esta pergunta é muito pessoal e dinâmica. Para os cristãos, é uma pergunta que se vai fazendo e que vai tendo como respostas sucessivas a nossa própria vida (con)formada nessa mesma percepção (assim vivida) de Cristo em nós.
NOTA: Este texto repete em parte ou no todo palavras já escritas neste blog, noutro contexto.
L 1 Is 22, 19-23; Sl 137 (138), 1-2a. 2bc-3. 6 e 8bc
L 2 Rm 11, 33-36
Ev Mt 16, 13-20
A gestão da expetativa é um ângulo de visão de nós mesmos e das nossas relações, muito certeiro. Tem-me ocorrido esta liberdade: a expetativa não é para ser alta nem baixa mas aberta… Expetativa aberta é liberdade.